quinta-feira, 18 de abril de 2024

Uma das obras mais importantes da história da arte


O Grito, ou Skrik (nome em norueguês) refere-se a uma série de quatro pinturas produzidas por Edvard Munch, em 1893. Munch foi um pintor norueguês muito celebrado entre os modernistas, sendo um dos artistas mais importantes do movimento.

Considerado também um dos pioneiros da arte expressionista, o quadro representado em “ O Grito” ganhou um status muito importante no cenário artístico. A pintura de Munch representa uma figura andrógina que aparenta viver uma profunda angústia e também desespero. Com as mãos levadas ao rosto e boca aberta, como se de fato estivesse gritando, o quadro busca expressar esse sentimento, que, segundo os pesquisadores, o pintor vivenciava.

O Grito se tornou tão importante que ganhou um espaço ao lado de ícones culturais, como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci.


figura com mão no rosto

Sendo um dos quadros mais populares do mundo, “O Grito” representa o desespero, angústia e solidão humana. ( Imagem: Wikimedia)

 

Conhecendo o criador e a obra


Edvard Munch (1863 - 1944) é considerado como um dos maiores nomes da arte expressionista de 1900 em diante. O artista trabalhou por quase setenta anos e durante sua trajetória sempre buscou desenvolver e experimentar novas técnicas para melhorar sua pintura, desenho e escultura.


Quem observa a história do artista, pouco sabe das coisas que viveu até chegar a esse patamar. Munch nasceu na Noruega e passou boa parte da infância acamado, à beira da morte. Mas ao invés de “se entregar ao destino” ele resolveu desenhar e aquela se tornou a sua compulsão. Aos 17 anos, escreveu em seu diário “É minha a decisão de me tornar um pintor”.


Edvard Munch fez sua primeira exposição pública em 1903, em uma produção denominada “Amor”, um trabalho dividido em seis peças. A ideia do pintor era a de representar todas as etapas do amor, desde a paixão inicial até o fim traumático. 

O quadro “O Grito” era a última etapa da série, que expressava a sensação de angústia, dor e desespero. Na época, os críticos fizeram comentários maldosos sobre o trabalho de Munch, classificando “Amor” como algo perturbador e até doentio.


Claro que os críticos pouco conheciam a trajetória de Munch. Não era só sobre o amor que ele falava, mas um pouco do que ocorreu em sua vida, também era imprimido nas obras. A mãe de Munch faleceu de tuberculose quando ele tinha cinco anos. 

Seu pai sofria de doenças mentais e o quadro o impactou profundamente e à medida que crescia, os baques sofridos pelo artista se tornavam cada vez mais intensos, deixando-o cada vez mais reprimido.


Sua irmã mais velha, Sophia, que assumiu a função de cuidar da família após a morte da mãe, também morreu. O único irmão também faleceu de pneumonia e a irmã mais nova que restou, ficou um longo período em uma instituição mental. O próprio Munch também passou um tempo em um sanatório, após passar por crise quando era criança.


Obviamente, todas essas experiências influenciaram os trabalhos do artista. Mas algumas em particular, descritas por ele mesmo, se destacam. No seu diário, havia um escrito de título "Nice, 22 de janeiro de 1892", no qual estava escrito:
Uma noite, eu estava caminhando por um trajeto, a cidade estava de um lado e o fiorde abaixo. Eu me sentia cansado e doente. Parei e olhei para o fiorde - o sol estava se pondo e as nuvens ficando vermelhas como o sangue. Senti um grito passando pela natureza; pareceu-me ter ouvido o grito. Eu pintei este quadro, pintei as nuvens como sangue real. A cor gritou. Isso se tornou O Grito.


Tempos mais tarde, ele também escreveu:


Eu estava caminhando pela estrada com dois amigos – o sol estava se pondo – de repente, o céu ficou vermelho-sangue – fiz uma pausa, me sentindo exausto, e me apoiei na cerca – havia sangue e línguas de fogo acima do fiorde azul-escuro e da cidade – meus amigos caminharam, e eu fiquei ali tremendo de ansiedade – e senti um grito infinito passando pela natureza.
 
Essas impressões foram imortalizadas nos quadros O Desespero e A Ansiedade, obras que fizeram parte da mesma série do quadro O Grito.


homem com cabeça baixa

Em “Desespero” é possível perceber a mesma sensação de tristeza e sofrimento, comum nas obras do pintor.(Imagem: Wikimedia)

 

O Grito: Inspirações e especulações


Atualmente existem várias teorias que buscam explicar como Munch escolheu os elementos e as cores presentes no quadro. Uma delas, refere-se a erupção do vulcão Krakatoa, que aconteceu em 1883 e “pintou os céus” do pôr do sol de vermelho em algumas partes do hemisfério ocidental. 

Como a erupção ocorreu uma década antes de “O Grito” ser pintado, os estudiosos acreditam que isso pode ser fruto da memória do artista. Também há quem defenda que os céus vermelhos surgiram por conta de nuvens estratosféricas polares, comum em algumas áreas da Noruega. Ambas são teorias não totalmente confirmadas.

Já o local da cena representada foi identificado como sendo uma vista de uma estrada para Oslo, da colina de Ekeberg. Acredita-se que esse cenário se encontra próximo a um matadouro e um hospital psiquiátrico. Inclusive, na época em pintou a obra, sua irmã, Laura, era paciente de um uma clínica psiquiátrica aos pés da colina. Por isso, muitos creem que O Grito representa alguém que sofre com experiências de despersonalização.

Quem estuda a obra consegue observar que Munch se baseia em pintores como Toulouse-Lautrec, Van Gogh e Gauguin, mas vai um pouco além. Quem observa o quadro identifica o medo. Ao colocar uma criatura assustadora na tela, o artista provoca uma experiência similar à de um pesadelo. 

As linhas longas e sinuosas presentes na figura, dão uma sensação de eco. Os tons vivos e obscuros, a deformação. Não importa para qual lado do quadro se olhe, o horror e o grito, literalmente, reverbera por todas as direções.


No caso de Munch, inserir esses elementos dramáticos não era só uma ferramenta estética ou uma característica do expressionismo. Mas um processo de desvelação dos dramas e problemas mais obscuros vividos pelo autor e também pela sociedade. O Grito era a angústia pintada.
 
Munch pintou quatro versões de O Grito, pois ele vendia as obras. O original está exposto na Galeria Nacional de Oslo, o segundo estava no Museu Munch de Oslo até ser roubado em 2004. A terceira cópia pertence ao mesmo museu e a quarta era propriedade particular, até ser arrematada em um leilão da Sotheby's, em maio de 2012.


Um fato curioso é que na versão do Museu Nacional da Noruega tem uma inscrição a lápis, no canto superior da esquerda, que diz “"Kan kun være malet af en gal Mand!" ("só poderia ter sido pintado por um louco"). O interessante é que só notaram isso em uma exposição em Copenhagen, em 1904. Após algumas análises, descobriram que o próprio pintor fez o comentário, muito provavelmente, logo após receber as primeiras críticas da obra. 

Texto de  Esther Santana em 03/03/2021 e atualizado pela última vez em 04/03/2021

publicado no site: Educa + Brasil

https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/o-grito

sábado, 13 de março de 2021

Presente contínuo

A poesia é uma ira

e não rima com nada

senão absurdo

que não é o som que um mudo vê

nem a imagem que o cego escuta

nem o tato que o nariz sente

nem o cheiro

dos olhos de uma flor

derramado em lágrimas.

A poesia é um verbo

contínuo que está

em tudo isso junto e invertido.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Agenda cultural - Fortaleza

https://www.opovo.com.br/vidaearte/agenda/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ainda há tempo

Há tempo para a arte
em qualquer parte
em que a vida se reparte
em qualquer lugar de Marte
em qualquer tempo que me farte
uma letra, um encarte
uma fome a la carte
desencadeada em mim


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Últimas semanas - Turmas de Setembro - Cursos Desenvolvimento IMEJR - USP

Olá,

Últimas semanas para matrícula nas turmas de Setembro dos cursos da IMEJR-USP. O objetivo desses treinamentos é capacitar pessoas para o mercado de trabalho.
Todos esses cursos são dados em laboratório com uma máquina por aluno. O certificado e a apostila estão inclusos no valor de cada treinamento. Nos intervalos das aulas, o Instituto oferece coffee break com lanche, suco, refrigerante e café.

O calendário de turmas e as demais informações sobre cada curso estão no site: http://www.ime.usp.br/imejr/curso-desenvolvimento.php.


Atualmente, o IMEJR oferece dois cursos relacionados à plataforma .NET:

Segundo Semestre 2010

Integral - aos Domingos
12/Set á 10/Out das 09:00 às 18:00
Duração: 40 horas em 5 semanas

* Desenvolvimento web com ASP.NET MVC - 40h

Segundo Semestre 2010

Para obter mais informações sobre valores, datas e horários entre em contato através do Site: www.ime.usp.br/imejr
Email: imejr@ime.usp.br
Telefones: (11) 4102-7997
(11) 3091-6241

sábado, 28 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Para Cantar Chico Buarque

Próximo sábado,
28 de agosto,
18h,
no foyer do Auditório Ibirapuera,
o Coro Luther King convida Cida Moreira
para visitar a obra de Chico Buarque de Holanda.
Venha você também e traga seus convidados!


Para o sétimo concerto da série “Cantador, só sei cantar”, o Coro Luther King convida uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, a cantora e pianista Cida Moreira. Juntos, sob a direção do Maestro Martinho Lutero Galati, visitam a obra musical de Chico Buarque, cantando o encontro magistral entre poesia e melodia presente nas composições do autor e brindando o público com a belíssima versão coral de clássicos como “Cálice, Joana Francesa, Flor da idade, Sabiá e Todo o sentimento”.
Percussão: Douglas Alonso

Apoio: Premier Residence Hospital

http://www.lutherking.art.br/lutherking/

http://www.auditorioibirapuera.com.br/detalhe_eventos.aspx?id=553

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Eleições 2008 - Segundo turno paulistano

A política está fervilhando nesse segundo turno. Dois candidatos disputam o voto dos paulistanos nesse domingo, dia 26: Marta Suplicy e Gilberto Kassab.

Na qualidade de espectador e/ou telespectador, já que, como a maioria, vou decidir meu voto pelas propagandas televisivas, espero não pecar ao apertar com meu dedo indicador os dois números que poderão significar o futuro da minha cidade nas mãos de uma pessoa pelos próximos quatro anos. Mas o mais engraçado é que eu não vou tomar uma decisão pelas propostas, já que “eles”, o candidato e a candidata, não se preocupam muito com isso. Estão mais interessados em apontar os erros que cometeu e os pontos fracos que há em seu oponente.

Dona Maria, empregada doméstica, disse que o Kassab é bom. Ele até fez com que haja a possibilidade de atendimento médico domiciliar, remédio em casa, etc. Daí eu perguntei a ela se já se beneficiou com esse serviço inovador, pelo menos aqui no Brasil. Ela disse que não e nem conhecia ninguém que tenha se beneficiado. Ela ficou confusa. “Acho que vou votar na Marta”. Daí a cutuquei mais uma vez: que a Marta fez de bom para a senhora? Ela coçou a cabeça, pensou por um instante e respondeu: “o bilhete único e o céu”.

Bom, o que Dona Maria não sabe e nem o Kassab e Marta fazem questão de dizer é que o pouco que eles apresentam como proposta é o mínimo que podem fazer por uma população tão desprovida de qualidade de vida. Construir mais CEUs, mais hospitais, mais corredores de ônibus, urbanizar favelas, investir em transporte alternativo como metrô e trem, investir em educação, cuidar pelo bem estar da cidade e do povo que vive na cidade é mais do que obrigação do prefeito que é eleito pelo voto direto para cuidar do patrimônio gerado pelos impostos que este mesmo povo paga. Espero que vença o melhor. O melhor para administrar nossa cidade. Acho que meu voto já está decidido.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Movimentos de engajamento da USP



Nesta terça-feira, no pátio do prédio que acomoda a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, descobri que há um certo movimento pairando no ar. Por toda a sacada que envolve o prédio, há vários cartazes com inscrições rupestres chamando aos demais para aderirem aos movimentos Uspianos.

Quero destacar um em especial onde o pleito chama-nos para aderirmos à petição que defende o apoio aos povos indígenas e o respeito à constituição.

Será que o respeito aos povos indígenas será conquistado por um simples cartaz pendurando na sacada de uma instituição de ensino? Será que a constituição será seguida à risca quanto aos direitos da nossa gente. Será que 500 anos do massacre de mais de 5 milhões de índios terá um efeito reparador com um movimento inerte, mudo, apenas explicitado por letras em tons azuis num velho cartaz?

A constituição brasileira é o texto mais lindo do mundo quanto aos direitos do povo. Mas como lei no Brasil serve apenas para ilustrar os livros de consulta de advogados e juízes e para nortear a grade curricular dos estudantes de direito, e para condenar ladrões de galinha e libertar, com uma brecha deixada de propósito, os grandes sonegadores, os grandes homens do colarinho branco, como Daniel Dantas e Companhia, não se aplica aqui como base para defender o povo indígena.

A melhor justiça a ser feita para com o povo indígena é devolver-lhe todos os espaços roubados a mão armada. Mas isso já é outra conversa. Afinal não há nenhuma terra registrada em nome dos ancestrais indígenas. Vamos esperar que esses movimentos surtam efeito.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os Satyros

A companhia de Teatro “Os Satyros” é um grupo teatral que foi responsável pela revitalização do espaço que norteia as imediações da Praça Franklin Roosevelt. Fica aqui nesse espaço, a dica para o fim de semana com as peças “Filosofia na Alcolva” às terças e sextas, a partir das 21h e “120 dias de Sodoma”, aos sábados e domingos, às 20h30. Para quem se interessar, acessem o link da Companhia http://satyros.uol.com.br/principal.asp.

O ingresso custa R$ 30, mas pode ficar pela metade se apresentarem um vale desconto que pode ser impresso no site Sampa Online , que divulga a programação de peças em cartaz na cidade de São Paulo http://www.sampaonline.com.br/cultura/guiacultural_teatro.php. Professores e estudantes também pagam meia entrada.

Não percam. Bom espetáculo.